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Boa Noite Humanos. Nessa data irei apresentar a vocês uma news sobre uma das maiores lendas existente em animes, a lenda da Enma-Ai. Boa Leitura e não esqueça d comentar se gostar, senão o Orochimaru vai puxar seu pé XD.

 

Lenda Urbana? – Enma Ai

 

"Você chamou?

Pegue
Se realmente deseja se vingar do seu inimigo, deve desfazer esse laço vermelho
Se o fizer, será um contrato oficial comigo
Aquele de quem deseja se vingar será imediatamente mandado para ao inferno
No entanto... Se eu realizar a vingança, você terá que pagar um preço
Quando uma pessoa é amaldiçoada, dois túmulos são cavados
Quando morrer, sua alma cairá no abismo do inferno
Bom, somente quando morrer
O resto é você quem decide"

"Pobre sombra envolta em escuridão
Tuas ações trazem dor e sofrimento à humanidade
Tua alma vazia afoga-se nos teus pecados
De que forma desejas ver a morte?"

Essa frase, que parece ter sido retirada de algum ritual do coisa ruim, é familiar para aqueles que já assistiram a Jigoku Shoujo. No anime protagonizado por Enma Ai, mais conhecida como Donzela do Inferno, existe um site com o nome de Jigoku Tsuushin. Essa página pode ser somente acessada a meia-noite e apenas por pessoas que guardam muito ódio e rancor por outra pessoa. Após escrever o nome da pessoa odiada, Enma Ai entrega ao cliente um boneco de vime com uma fita vermelha no pescoço. Quando essa fita for retirada, a pessoa que teve o nome digitado será levada ao inferno pela garota e os seus ajudantes, sempre lembrado disso com uma marca em seu corpo como uma tatuagem (Como a foto abaixo).



Entretanto, aquele que contratou os serviços da Donzela do Inferno também deverá pagar um preço. Após morrer, a sua alma será levada ao inferno. Explicações a parte, o site Jigoku Tsuushin existente no anime realmente causa uma verdadeira curiosidade e, além de trazer um ar de lenda urbana em volta de si, é o palco onde grandes tragédias têm início. Mas e daí? Tudo não passa de um anime certo? Verdade, mas algumas pessoas resolveram transportar o site do fictício para o real. A página criada por um grupo de alemães é praticamente igual ao existente no anime, com apenas dois detalhes ausentes: Enma Ai e a execução da vingança (por que será que não conseguiram reproduzir isso?).

Mesmo assim, outros detalhes interessantes como o acesso apenas a meia-noite, a clássica frase de Enma Ai (colocada no começo dessa postagem) e o layout do site, tudo está muito bem reproduzido. Para quem é fã, mesmo sendo de mentira, espera para acessar a página a meia-noite é uma experiência única. Fora do horário de "funcionamento", o site fica com a mensagem de erro 404 página não encontrada. De acordo com a análise, a página acompanha o relógio do computador do usuário, ou seja, se quiser acessar, entre as exatas meia-noite no seu computador.

Após isso, caso atualize a página, ela saíra do ar. E não adianta tentar ser espertinho e alterar o horário para acessar várias vezes, esse truque funciona apenas uma vez, pois é permitido o acesso uma única vez por dia. Caso faça tudo direito, a primeira imagem que irá aparecer será uma tela preta. Depois de um tempo uma chama irá acender, e o espaço para você digitar o nome do seu desafeto aparecerá. Caso prossiga com a brincadeira, Enma Ai entregará o boneco (virtual) ao usuário. Ao retirar o laço, a voz de Wanyuudo ecoará e realizará a "vingança" para você. O mais legal de tudo é justamente a presença das vozes dos personagens, o que acaba criando um clima bem parecido com o do anime.

Para quem quiser brincar de assombrar alguém, confira o link colocado logo abaixo, apenas lembre-se de acessá-lo no horário correto. Vale ressaltar que existem vários outros sites do Jigoku Tsuushin, mas esse criado pelos alemães é o mais próximo possível do anime. Afinal, até mesmo o lance de acessar a meia-noite eles copiaram. O único ponto considerado negativo é a ausência de uma lista com a relação de nomes já "mandados" para o inferno, algo presente em alguns sites criados pelos próprios japoneses.

 

Sobre Enma Ai, dizem que é uma garotinha sinistra e melancólica, de grandes e apavorantes olhos avermelhados que, quando entra em ação fica, conhecida por Jigoku Shoujo (Garota do Inferno).

Ela é a responsável por realizar os desejos de vingança dos desolados e enviar os amaldiçoados para o Hades, entretanto há lendas que dizem que ela era uma menina que ficou como antecessora da antiga Enma-Ai, mas a primeira sugestão é a mais vista. Enma- ai tem muitas pessoas ajudando-a em seu “trabalho”. São três personagens igualmente sinistros: um velho chamado Wanyuudo - que algumas vezes toma a forma de uma carruagem com as rodas em fogo, voando pelos céus -, Wanyuudo - é um senhor muito bem centrado em sua personalidade e pronto para ajudar Enma em suas missões. Há também um rapaz de nome Ichimoku (que muitas vezes ele usa de uma forma de um olho gigante), muito imponente e algumas vezes prepotente, ele tem um senso de narcisismo fora do comum chegando até a fazer papéis que busquem a exibição de sua beleza; e uma moça chamada Hone Onna, que muitas vezes traja como uma legitima gueixa, de humor sarcástico e sempre implicando com Ichimoku, ela rouba a cena muitas vezes com suas ações. Juntos, eles montam todo um "Teatro de Tragédia" em volta do amaldiçoado antes de enviá-lo definitivamente ao inferno.

 

Espero que tenham gostado da news e lembrando que se gostou mesmo da news e não conhece o anime, aproveite e baixem eles no Sakura Animes, e como dito acima, aqui esta o link do site para você assustar algumas pessoas ou apenas tentar ganhar uma visitinha da Enma Ai.
Até \o

 

Jigoku Tsuushin (acesse a meia-noite, se tiver coragem)
http://jigokutsushin.de/

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Acho que muitos dos que acessam o SA são fãs ou simplesmente curtem o mangá/anime Bakuman. Outros acham irreal e excessivamente inocente. Outros o ignoram por causa do suposto machismo ali existente, algo que muitas reviews sobre a série tem espalhado. A causa primária foi um comentário feito pelo personagem Akito, sobre a paixão/noiva de seu amigo e colaborador Mashiro, Azuki. O roteirista disse (pelo menos no mangá, não sei como é o anime): "Ela sabe naturalmente que ser uma esposa bonita é o caminho mais fácil para a felicidade", "Ela sabe instintivamente que ser 'esperta' não é ser atraente".


Bom, é óbvio que esses comentários são machistas, isso é inegável. Mas vamos pensar em termos culturais. No Japão, a ideologia machista é muito forte. Para que vocês tenham uma ideia: uma das palavras para se referir à esposa, em japonês, é かない [kanai], que significa, literalmente, "dentro de casa". O mangá Bakuman foi feito por japoneses para japoneses, então, já nesse ponto, o fato de Bakuman ser "machista" não é tão incomum.

Agora, já li em outro local que, para analisar esse fato, é necessário que nós olhemos para o mangá no nosso contexto, como brasileiros. Desse ponto de vista: sim, a frase ataca a atual ideologia ocidental, de que as mulheres devem ser tratadas com igualdade. Mas, se é assim, quer dizer então que Bakuman jamais deveria ter sido traduzido para o português, pelo fato de conter ideologia machista? Sério, isso é ridículo. Devemos olhar aqui de outro ponto de vista: o de um escritor. Vocês realmente acham que, só porque um personagem falou uma coisa, significa que o escritor pensa daquela forma, ou que todos os outros personagens compartilham da mesma ideologia? Pessoal, não sou escritor profissionalmente, mas pretendo ser, e posso dizer, citando exemplos de obras literárias famosas, que dizer que "sim, a ideologia de um personagem é, obrigatoriamente, a mesma do autor" é uma pura bobagem. Sim, Akito é machista, mas é por isso que todos os personagens de Bakuman e seu autor também são? Existe uma conspiração por trás de Bakuman para tornar todos os seus leitores machistas? Oras, faça-me o favor... 

Posso garantir a todos vocês que eu compro mensalmente o mangá de Bakuman e não sou machista, ou pelo menos tento não ser. Digo "tento", porque ainda vivemos numa sociedade machista e, todo mundo, quer você queira ou não, é um pouco machista, até as mulheres. Antes de comprar o mangá, eu nunca tinha tido contato com a série antes, aliás, mal tinha escutado o nome. Foi um amigo meu que falou de um anime que parecia ser bacana, chamado Bakuman, mas ele não me contou absolutamente nada sobre o enredo. Aí, por coincidência, quando eu estava olhando os mangás na banca de revistas, vi o primeiro volume de Bakuman e resolvi ler para ver se era bom. Sim, eu me deparei com o comentário machista de Akito, mas, sinceramente, se você deixar isso de lado, dá para levar o mangá numa boa. Claro que também tem o romance super inexistente do Mashiro e da Azuki, mas o mangá não se foca nisso, apesar de que é isso que dá impulso à série.

Com relação ao romance de novela da série, bom, dá para relevar. Bakuman não perfeito, como quase toda obra, mas tem seu mérito. É divertido e deixa o leitor na espectativa. Não sou fanboy, mas curto bastante e é um dos mangás que mais espero o lançamento todo mês. Claro, isso tudo aqui é minha opinião. Caso alguém discorde, fique a vontade para me criticar, mas faça com educação. Aliás, se todo post gerasse uma discussão... Nossa, a vida de blogueiro seria muito melhor.



P.S.: Desculpem, mas não tenho a sign de Holloween. Pretendo escrever mais coisas desse jeito aqui para o blog. Logo pretendo escrever uma crítica minha sobre o Blog SA. Pessoal, só porque você é uma família, não quer dizer que você não possa criticá-la. Na verdade, nem é uma crítica, é mais uma auto-avaliação de como as coisas estão andando por aqui, junto com a minha ideia do por quê de o Blog SA ter tão poucos leitores, sendo que tem um conteúdo variado e bem feito, na maioria dos casos. 

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Oi, pessoal, boa noite! Bom, como eu sou, eu acho, o que menos aparece aqui pra falar diretamente com vocês, resolvi fazer logo dois posts seguidos! Não tenho tido muito tempo para escrever as reviews, diferente de quando o blog começou, quando escrevia umas 3 por semana. Bom, agora o MyName também escreve e isso é ótimo... mas o desgraçado escreveu logo sobre Madoka (Puella Magi Madoka Magica)... cara, vocês não tem ideia do quanto eu queria falar sobre esse anime. Mas eu me vinguei com a review que fiz agora a pouco (do post abaixo deste): Gosick. Pra quem não sabe, Gosick é o anime favorito do Name, então me vinguei bem hahahah

Bom, deixando isso de lado, decidi trazer um texto MUITO bom e MUITO grande sobre um dos meus animes preferidos, entre os que estão passando agora: Sket Dance. Na verdade, o texto é de antes de Sket Dance virar anime, ou seja, é sobre o mangá. Aliás, é uma review. O texto é grande, mas LEIAM, sério, até porque é sobre algo que vocês gostam: animes! Peguei o texto do site Maximum Cosmo, foi escrito pelo Lancaster. Acessem esse site, é excelente e ele tem matérias muito boas que vocês vão até aprender alguma coisa lendo elas. Sério, tem um artigo sobre um movimento artístico chamado Superflat (é MTO FODA). Não sejam preguiçosos e leiam, VALE A PENA, PRINCIPALMENTE SE VOCÊ GOSTA DE SKET DANCE! Copiei ela na íntegra, só cortei um pedacinho do final, onde ele exibe um video. Té mais e espero que gostem do texto o/

 

SKET DANCE, DE KENTA SHINOHARA

 

Organizar uma antologia, qualquer uma, é uma tarefa complicada. Porque você tem que escolher uma faixa de público como alvo e em seguida, dentro dele, apresentar uma gama de títulos que atinja as subdivisões internas que esse público possa ter. A antologia para garotos Shonen Jump,da Shueisha, se esforça concretamente para atingir um público de no máximo quatorze anos, embora muita gente continue lendo esse material por anos a fio. O público de Bleach não é o mesmo público deNaruto, que não é mesmo público de Toriko, que não é o mesmo público de One Piece, que não é o mesmo público de Bakuman. Junte a isso uma cultura de descartabilidade da antologia que só é possível graças ao seu preço extremamente baixo para padrões japoneses: Não é incomum que um leitor apenas acompanhe duas ou três séries dentro de um mix interno de antologia e a deixe em algum canto do metrô. Então aqui eu faço uma pergunta: no atual mix da Jump, se você, leitor, se limitasse a apenas duas ou três séries, quais seriam?
Eu não presto para responder essa pergunta porque eu sou um leitor compulsivo de quadrinhos: tenho certeza de que se me caísse toda semana uma Jump na mão, eu a devoraria de cabo a rabo – e não custa lembrar que eu não sou público-alvo dela há muito. Gosto de Bleach, e afinal de contas eu acompanho a série pela edição da Viz americana, mas acredito que não seria por causa dele que eu compraria a revista; ele viria por tabela. Quem são os títulos que eu não perderia, nem por um decreto, e justificariam meu ato de compra na minha humilde e personal opinião?
Eu não precisaria nem pensar na resposta: diria imediatamente Bakuman e Sket Dance.Sem brincadeira.
De Bakuman eu falei ainda quando do primeiro volume. Só posso dizer que as minhas expectativas como leitor não só tem sido bem atendidas como ele tem o poder de me deixar coçando as mãos para desenhar. Ele me deixa empolgado. Já Sket Dance tem outro poder sobre mim: o de me deixar leve ao final da leitura. E não precisa de muito mais do que isso.

Nós Vamos Invadir Sua Praia

De modo seco, curto e grosso, eu definiria Sket Dance como uma espécie de Armação Ilimitada, o mangá. Sério. Não, a loura bonitinha do grupo não transa com os dois personagens como a Zelda fazia com Juba e Lula, não é disso que estou falando; é o essencial que está lá, em versão colegial: um grupo de quebra-galhos que topa qualquer parada, sempre com muito bom humor – e nisso dá margem a um festival de paródias e brincadeiras visuais de todos os tipos. Sket Dance é uma série pop e camaleônica, e esse é seu maior trunfo e qualidade: ele jamais cansa o leitor. Você simplesmente não sabe o que esperar no capítulo seguinte.
A premissa da série em si é simples até o osso e se ancora dentro do sistema escolar de "clubes", onde você só precisa de três ou quatro pessoas interessadas em algum tema para fechar um grupelho como atividade extra-escolar. Esses clubes funcionam como uma forma de socialização – e quem lê mangás está cansado de ver esse esquema como uma forma conveniente de reunir personagens diferentes dentro do mesmo espaço. O clube da vez se chama Sket Dan, e tem como objetivo ajudar as pessoas que baterem à porta com seus problemas insolúveis – eles farão tudo para resolvê-lo, por mais absurdo que seja, desde pajear um macaco tarado a encontrar jogadores para que montem um clube sobre algum jogo estapafúrdio. Como de modo geral o clube vive às moscas, nossos três excêntricos protagonistas acabam sendo usados como quebra-galhos mesmo, ajudando o zelador a consertar o telhado – isso é, quando eles estão fazendo alguma coisa ao invés de ficar matando o tempo das formas mais esdrúxulas. Isso atrai periodicamente a atenção do Conselho Estudantil – um bando de alunos insuportavelmente caxias, que periodicamente procura fechar o Sket Dan e varrer essas três figurinhas largadas do mapa. Se esse texto está soando exageradamente "narrador da Sessão da Tarde", não há como evitar: Sket Dance é um título com cara de Sessão da Tarde até a medula – e falo de quando as Sessões da Tarde eram boas, com filmes como "Curso de Verão", e não esse maldito zoológico de hoje.

The Get Along Gang, Get Along Gang...

O protagonista, Fujisaki Yuusuke – mais conhecido comoBossun para os amigos – é definitivamente o mais figuraça de todos. Fã de uma série de anime das antigas, ainda usa o chapéu de seu herói favorito e um par de óculos de proteção, que ele usa para se concentrar intensamente. A menina da trinca, Hime Onizuka, é conhecida pelo apelido de Himeko,mas já foi muito apropriadamente chamada de Onihime... ou seja, princesa-demônio; ela já foi participante de brigas entre gangues e hoje é o braço porradeiro do bando, além de ter um gosto peculiar por pirulitos de sabores intragáveis – tipo "sabor polvo" ou coisas do gênero (o pior é que essas coisas existem no Japão, acreditem). Por fim, Kazuyoshi Usui – que tem o apelido de Switch – é um nerd a níveis assustadores, que nem se dá mais ao luxo de falar: digita tudo em seu laptop e deixa um programa sintetizador de voz cuidar do resto. O resto é consequência: algum aluno – e até algum professor, de vez em quando – se vê com problemas, bate a porta do clube e nossa turma se esgoela para ajudar, de qualquer forma. Não há uma grande trama na série. Mesmo os arcos mais longos se resolvem em um número reduzido de capítulos.
Isso dá margem a um dos grandes trunfos de Sket Dance: ela não pertence a um gênero só. Mesmo tendo o humor como cola, ela deixa que o tema da vez "molde" a abordagem do episódio. É só prestar atenção: o traço de Kenta Shinohara é bonito, elegante e bem cuidado, mas normalmente ele não apresenta grandes vôos visuais. A diagramação é até bem conservadora em termos de mangás shonen (para garotos). Isso tem uma razão muito grande de ser: parte da arte de se fazer paródias repousa na capacidade de mimetizar o máximo possível o parodiado. Foi por causa disso que chamaram, por exemplo, o mesmo responsável pelas cenas de aviação no Top Gun com Tom Cruise para desempenhar o mesmo papel na produção de Top Gang – Ases Muito Loucos.

Troca de Passos

Ou seja, ele precisa ser mais careta mesmo, quando nada está acontecendo, para que ele possa tirar seu maior trunfo da cartola: sua capacidade imensa para desenhar em estilos e gêneros diferentes, dentro e fora do shonen. Eles se destacam por contraste, e em Sket Dance, Shinohara faz de tudo: Shonen de porrada tanto ao estilo de brigas de gangues como de séries de combate, comédia romântica, estilos infantis que remetem ao combo Fujiko Fujio de Doraemon, estilos particulares como os de séries como Beck (em um par de episódios que rendeu um dos momentos mais memoráveis da série até agora) – e até shoujo(!). Mais: em todos ele se sai muito bem, como se estivesse mostrando que pode desenhar qualquer coisa, em qualquer gênero. Da mesma forma, Bossun tem uma adaptabilidade imensa e consegue desempenhar bem qualquer tarefa, desde desenhar até tocar guitarra, de acordo com a necessidade do episódio.
Essa flutuação às vezes assusta. Podemos dar de cara com um episódio mais realista, com elementos de drama (e alguns são realmente tensos ou mais sérios), e de repente acabamos sendo jogados em episódios malucos como o do líquido que faz crescer cabelo ou de quando o protagonista toma uma poção da juventude. Mas esse é o espírito da história e não duvido que o autor tivesse isso em mente quando criar uma série: "Ah, não tenho saco para ficar a vida inteira OU fazendo lutas intermináveis, OU fazendo comédia romântica, OU fazendo histórias de mistério, OU fazendo gag mangá, OU (preencha aqui o que você imaginar)." E criou uma estrutura que lhe permitisse fazer o que viesse à telha.
Funciona.

Dance! Dance! Dance!

Outro ponto importante, e até inusitado em uma série alucinada como essa, é que há um senso invejável de coerência interna – que é ancorado no fato de que estamos numa escola, afinal de contas. Personagens que poderiam desaparecer e nunca mais ser vistos se tornam recorrentes simplesmente porque eles ocupam seu espaço dentro da dinâmica local e não vão deixar de fazer isso só porque saíram dos holofotes. Ou seja, se um episódio é focado na editora-chefe do jornal da escola, ela vai reaparecer caso o jornal seja mencionado novamente, mesmo que seja uma ponta menor. Um personagem sumido pode ganhar um episódio apenas para ele, e ele vai ser totalmente coerente com o que foi dito sobre ele antes. Curiosamente, essa é a estrutura utilizada nos quadrinhos italianos, os fumettis, que em geral também são ancorados em séries episódicas. Quando os personagens retornam após MUITOS volumes(compare o número de aparições de Mefisto – aquele que é considerado o maior vilão da mitologia do personagem de faroeste Tex; se olharmos bem, não são muitas e foram escritas com intervalos enormes de tempo), geralmente eles batem com o que foi dito sobre eles, mesmo que tenha sido em uma história de vinte anos atrás!
No fim das contas é uma estrutura que funciona e que conta com outro trunfo: Shinohara tem uma mão imensa para criar personagens cheios de empatia e acabamos querendo vê-los de volta cedo ou tarde – como Shinzou Takemitsu, que na prática é um samurai que nasceu na época errada e que é viciado em pastilhas Tic-Tac genéricas; ou Roman Saotome, uma garota que é açúcar puro e que tem uma espécie de "aura shoujo", transformando tudo em um cenário de quadrinhos românticos da antiga – para o horror geral dos personagens; sem falar de Reiko Yuuki, que parece ter saído diretamente de filmes de terror como O Grito eO Chamado, e que forma uma espécie de casal relutante com Switch. A lista na verdade é extensa demais para ser descrita aqui. E demodo geral nenhum desses coadjuvantes é superexposto. O coração da série é sempre Bossun, Himeko e Switch, e é não preciso muito mais do que isso.

A Dança das Cadeiras

Infelizmente, por sua própria natureza de título de comédia, Sket Dance não tem grandes posições na Jump. Ele dança de forma muito oscilante, eventualmente estando entre os dez primeiros, eventualmente entre os dez últimos. A verdade é que os títulos campeões são os mega-hits da porrada e dificilmente um título do seu gênero conseguiria ultrapassar nos dias de hoje um Naruto ou um One Piece. Já é muito que um Bakuman consiga, nas listas de conteúdo de uma Jump, chegar a uma posição de quinto lugar, ainda mais com o advento de um novo peso-pesado em formação, Toriko (que eu acredito que jamais vá pegar com a mesma força no exterior por uma série de razões, mas elas não estão em discussão aqui).
No fim das contas, a galera do Sket Dan até que não se sai mal; suas compilações vendem bem no lançamento, e ele está até em boa posição dentro do segundo time da Jump, apesar dos pesares – por algum tempo, ele chegou a estar na lista perigosa dos cinco menos populares, para depois recuperar posições. Sket Dance balança irregularmente ao sabor do momento, e pula de posições continuamente. É uma dança arriscada e pode custar a cabeça do título – mas sinceramente, algo me diz que eu poderia ler um número monstruoso de volumes dessa série e continuar feliz da vida; de todos os materiais publicados na Jump, é o que eu mais torço para que vire anime, porque isso pode impulsionar suas vendas e garantir, finalmente, uma estabilidade para o material.
De resto, Sket Dance é isso: um título "tudo ao mesmo tempo agora", que tem personagens simpáticos, diverte horrores, nunca deixa seu leitor ficar entediado e é sempre bem-feito. O que mais um quadrinho precisa, sinceramente? Divirtam-se.

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Salve povo lindo, suave na nave ?

Depois de um tempo de turbulências e desafios, nós estamos de volta, mais fortes e mais rápidos. Mas, como digo desafios servem para nos deixarmos mais fortes e lutas acontecem para nós vencermos. Continuando a história sobre tokusatsu, falarei sobre o gênero Kamen Rider. Boa leitura e espero que gostem
Até

Toskusatsu - Kamen Rider

 

   Kamen Rider significa em português algo como Motoqueiro mascarado. É uma série que nasceu em mangá, mas acabou virando um dos gêneros de Tokusatsu. Foi criada em 1971 pelo já falecido mangaká Shotaro Ishinomori. A Franquia começou no ano de 1971 com a série de nome Kamen Rider e, ao longo dos anos, a popularidade da série estourou no Japão, tornando-se uma franquia a ponto de virar uma série original. Isso gerou várias seqüências tanto na TV como nos cinemas e no mercado de Vídeos.

   Com o sucesso do primeiro Kamen Rider (que teve 98 episódios), os produtores da Toei Company decidiram arriscar mais nesse gênero e fez uma série com o mesmo molde chamada de Kamen Rider V3, na qual fez o sucesso esperado pela produtora e, assim, a aposta virou uma franquia no Japão.
   Esta foi uma série cheia de novidades, entre elas, sempre tinha um jovem capaz de se transformar em um herói com visual baseado em um tipo de inseto (geralmente gafanhotos). Eles defendiam a Terra de todos os seres malignos que vinham com intuito de tomá-la para si, usando as motocicletas de diversos modelos como meio de transporte. Nas séries mais recentes (Kamen Rider Agito em diante), mostra vários tipos de Riders ao mesmo tempo nos quais lutam por um ideal comum.
   Os novos heróis deixam de ser como ciborgues, sendo que alguns deles não chegam nem a ser heróis, como o Vilão Shadow Moon de Kamen Rider Black, além da base de vilões ser bem mais elaborada, saindo do clichê de “império do Mal”. As histórias antigas eram cheias de lutas, mas fracas em interpretação artística. Usando-se de golpes mirabolantes o que muda grandiosamente a base de história, focando em tramas, mistérios e reviravoltas, fazendo algumas nem terem final feliz. Muita coisa nos trajes e mudanças dos personagens também, antigamente o cinto era o meio de transformação básica dos Riders e não havia segundas transformações. Em Kamen Rider Rx, isso muda com os trajes novos chamando de RobôRider e BioRider. Dai pra frente seria uma alternativa maior para aumentar as tramas de Kamen Riders, mostrando características básicas do gênero Henshin Hero (explicado mais a frente), mas por Kamen Rider ser uma franquia a parte, essa informação pode ser descartada. 

   Na evolução dos acessórios foram muitos tratamentos também, a partir do Rx começava a ter transformações. Em Kamen Rider Kyuuga, isso se torna mais forte, com as inúmeras transformações do herói, mudando seu estilo a cada arma usada, desde espada até arma em forma de besta. Além de inúmeros modos de transformações e combinações, como as do mais novo Kamen Rider OOO (Ozu) onde o herói usa medalhas em seu cinto para ter combinações de transformações. Havia também mudanças generosas em transformações, usando nos novos Rider, além dos cintos, objetos como cards (Kamen Rider Decade), artefatos (Kamen Rider W), medalhas (Kamen Rider OOO), celulares (Kamen Rider Faiz) e etc. Muitos Riders da Era Heisei¹ ganham o que é dito forma suprema, a qual é absolutamente cheia de poder e usada nos episódios finais.
   A série Kamen Rider teve tanto aceito no Japão que chegou a ser feita uma série em comemoração aos 10 anos de Kamen Rider Era Heisei, chamada de Kamen Rider Decade, onde apareceram todos os Kamen Riders antigos.

   Comum em todo Tokusatsu, Kamen Rider teve vários filmes e especiais, além de um anime denominado Kamen Rider SD que mostra os antigos, até o Kamen Rider Black. Muitos filmes foram feitos a parte da série normal, mas muitos são uma adição a serie em si do mesmo nome (Como o primeiro filme de Kamen Rider Decade), alguns chegam a misturar heróis de duas ou mais séries. Todas as histórias são bem elaboradas, mostrando uma maior gama de tramas, lutas e efeitos visuais. Assim como aconteceu em Power Rangers, Kamen Rider teve uma série transformada para o público americano, tornando-se Nipo-americana, cujo nome era Kamen Rider: Dragon Knight, vindo do original em japonês Kamen Rider Ryuki.



   No Brasil pouco se passou sobre a franquia, sendo apenas Kamen Rider Black - maior sucesso  no Brasil - e Kamen Rider Rx (sendo essa continuação da anterior, com o mesmo herói), ambos passados na extinta Rede Manchete, além de passar Masked Rider em 2009 na TV Globinho que, em 2010, também passou a apresentar a versão norte americana de Kamen Rider Ryuki.
   Logo abaixo será colocado uma informação mais rápida sobre as séries q foram editadas no Estados Unidos:

  1. Masked Rider (1995) (Adaptação de Kamen Rider Black RX e algumas cenas de Kamen Rider ZO ) (1995) - 40 episódios
    Masked Rider, Robo Rider
  2. Masked Rider: Dragon Knight (2008 - 2010)(Adaptação de Kamen Rider Ryuki) - 40 episódios
    Dragon Knight, Wing Knight, Incisor, Torque, Camo, Strike, Thrust, Sting, Axe, Spear, Wrath, Siren, Onyx, Eubulon

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